-
Nenhum comentário
no meio do caminho
Postado em: fotos que falam por si
-
pijama
Postado em: fotos que falam por si
-
dentes
Postado em: fotos que falam por si
-
puta por um dia
Postado em: playboy, sexo
Todo envolvimento sexual é um contrato que envolve dar e receber. Na teoria, manda quem paga. Na prática também. Eu quis explorar o outro lado dessa fantasia, o da mulher que recebe pra dar.
Respirei fundo por meses amadurecendo essa ideia, e mesmo quando tive coragem, não soube por onde começar. Liguei para um amigo que entende do assunto. Ele cansou de buscar o caminho do altar e resolveu terceirizar sua vida sexual. Desde então, virou consultor no mercado. Conhece as profissionais e acabou virando fonte de referência para os amigos mais íntimos. Contei meus planos e pedi que me indicasse para o próximo que o procurasse em busca de uma ‘mulher da vida’. Ele relutou até perceber que eu estava decidida, quase possuída pela ideia de ser puta por um dia. Eu me impus um desafio, e não me perdoaria se perdesse para mim mesma. “Já aturei tanta coisa de graça. Deixa eu ter o prazer de curtir essa farsa”, disse.
Passou o tempo, mas não a vontade. Estava quase desistindo quando ele ligou para dizer que um conhecido havia se interessado. Ele não se permitiu descrever o cara, mas me disse que não era dos mais acostumados a consumir esse tipo de prazer. Achou prudente que ambos fôssemos ‘principiantes’. Ele deu meu telefone pro cara e disse que meu nome era Camila.
O cara ligou. Tinha uma voz empostada, um papo descontraído. Falamos apenas o suficiente e fechamos a noite em quatrocentos reais. Peguei o táxi até o hotel. Mais que medo do desconhecido, o que eu sentia era um puta tesão naquilo tudo. Produzida, sem exagerar no vulgar, me olhei no espelho retrovisor e pensei: esta noite eu me comeria ‘de graça’.
Dentro do elevador do hotel pensei: Vou voltar e tomar uma dose de qualquer coisa antes de entrar. Não voltei. Subi e, quando o cara abriu a porta do quarto, fiz quase tudo errado. Primeiro, cumprimentei o cara como se estivesse entrando num consultório médico para deixar amostras. Depois, perguntei se ele se importaria em me servir um drinque, e acendi um cigarro. Ou seja, minha puta virou macho e começou a tomar iniciativas. Sexo oral me acalma e me dá prazer. Portanto, foi por aí que eu comecei. Depois, não sei. Pirei. Senti tesão no personagem. Fiz sexo com vontade e de verdade. O desejo de me sentir ‘inesquecível ou imbatível’ era mais forte que eu.
Não fiz cara de gatinha nem dei reboladinhas. Me recusei a trepar de salto alto. Ele não me pedia nem me impedia de nada. Só dava umas relinchadas quando gozava. A minha razão ficou no elevador. Aquilo era emoção, adrenalina, brincadeira de menina inconsequente.
Deixei o quarto certa de que o perigo, quando se brinca disso, é gostar. Parece cocaína. Não só gostei como cheguei à rua ainda vestida de puta e me sentindo com quase três metros de altura.
-
insulfilm
Postado em: fotos que falam por si
-
Postado em: fotos que falam por si
-
a moralidade é afrodisíaca
Postado em: fotos que falam por si, sexo
-
descaralhados
Postado em: playboy, sexo
Se praticar sexo é ser livre, namorar no sofá virou uma prisão. Pesquisas que eu não leio afirmam que as mulheres, mesmo as mais independentes [inclusive financeiramente] procuram cavalheiros que as protejam delas mesmas e paguem ao menos parte das suas contas. Normalmente, elas chegam na versão poderosa [o que mais assusta do que atrai, imagino eu], não demonstram fragilidade alguma e se for preciso, até colocam seus paus imaginários na mesa.No minuto seguinte, descem do salto e querem ser tratadas como princesas, indefesas. É um comportamento complexo, performático e cheio de mensagens subliminares. É uma espécie de desvio que só a mulher é capaz de decifrar. Mas, que deixa a maioria dos homens confusos e amedrontados. No fundo ou no raso, independentes ou não, as mulheres buscam o conforto desesperador do amor. E, os homens também. -
viva
Postado em: com categoria
-
puta
Postado em: entrevistas, playboy, sexo
“Pra começo de conversa, não sou garota de programa. Sou puta. Ninguém me paga para passear de pedalinho ou para fazer papel de mocinha em festas de família. Esse tipo de coisa, faço por amor e por amigos, de graça. E, como todo mundo sabe muito bem o que uma prostituta faz, só te cedo parte do meu tempo se você quiser conversar sobre outras coisas.”
Foi assim que a minha conversa com Fabi [que não me revelou sua idade nem sobrenome] começou, quando a encontrei na porta de um supermercado em Botafogo, bairro onde ela vive há mais de nove anos, sozinha, num apartamento pequeno e aconchegante, que ela chama de ninho sagrado e de sala de trabalho.
Não a encontrei por acaso. Um amigo [cliente dela] me deu o número do celular de Fabi e disse que achava que o papo me renderia um bom texto. Efeito Bruna Surfistinha. As pessoas saem do cinema acreditando que a vida de toda puta, protituta ou garota de programa pode render uma boa história. E, pode mesmo.
Já que não estávamos ali para brincar de descrever fodas caras ou sem preço nem para dissecar traumas de infância, nos sentamos no sofá da sala, abrimos um vinho tinto e começamos a bater papo. Por algum motivo, talvez pela segurança transmitida no primeiro parágrafo da conversa, percebi que Fabi era uma mulher diferente, surpreendente. Desconfiada e sem muitas expectativas, como milhões de outras mulheres e homens que habitam este planeta.
Fiz perguntas e ela me trouxe respostas.










