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parei de respirar. sabe quando a gente é criança e respira fundo [toma ar] pra ir pra debaixo d´água e ver quem aguenta ficar mais tempo sem respirar? é exatamente assim que estou me sentindo. falta pouco muito pra eu te encontrar. o primeiro capítulo começa com o drama do ‘com que roupa eu vou, pra depois tirar’. a frase ‘pelada eu não vou ficar’ também não pode faltar. e, por mais que eu tente me distrair e me ocupar, pensando nas coisas que tenho para fazer [planejar meu mini-futuro, encontrar amigos e amigas, separar as roupas que eu quero lavar, encontrar, nos classificados, o apartamento que eu quero alugar], percebo que na minha testa está escrito: ‘estou no mundo da lua e é lá que eu quero ficar’. ansiedade de menina, coisa que há tempos eu não sentia. vontade de que o amanhã chegue correndo pra me buscar. quero fotografar sua cara de ‘não sei sabendo’ e o meu jeito sem jeito de não saber viver o já.

sonsos e sensíveis, semi-inseguros [sabem de quase tudo]. até em silêncio eles sabem ficar. eles ouvem o que você não ouve, sintonizam batidas e estabelecem ritmos. esses caras trocam acordes no olhar. fazem qualquer mulher gozar.

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