papo reto

O cu é o orifício mais complexo do corpo humano. Ele é o dono sexo anal, grande fascinação de muitos homens. Ele é a necessidade da mulher em satisfazer seu macho, mesmo que morrendo de dor e não sentindo prazer algum. Porém, ele pode ser o melhor dos sexos, um prazer animal, difícil de ser descrito. Por ser tão misterioso, acaba gerando um prazer “indecente”. Presa e predador. Crime e castigo, a punição da prática do proibido. Certamente, o cu representa mais do que imaginamos na psique do ser humano. Além disso, do cu sai aquilo que todos nós sabemos fazer bem e quase todos os dias: merda.

Mas, voltando ao sexo, o assunto gira em torno da moral e da dor, que transforma o sexo anal num espetáculo de horror. Dar a bunda é pecado. Dar a bunda é sacrifício. Não. Dar a bunda pode ser uma delícia.

Por incrível que pareça, quem me tirou dúvidas sobre sexo anal foi meu pai. Foi ele quem me explicou que sexo não necessariamente está relacionado ao orgasmo. Um pai raro, caro. Louco para caralho. Na minha opinião, exemplar. Como as meninas sempre foram proibidas de falar em masturbação, o lado “sujo” dos prazeres ficava por conta dele ou dos meus amigos. Nunca fui molestada [caso isso passe na cabeça de algum pervertido que considere um absurdo um pai falar sobre sexo com seus filhos].

Num almoço, três amigas, num bistrô. Enquanto uma dizia que só fazia para agradar o marido e que morria de dor, a outra deixava claro que adorava mas sentia-se envergonhada [resquícios de uma educação religiosa maldita].

Eu, sempre perdendo a oportunidade de ficar calada, abri a boca e disse: “Essa dor é a dor da entrada. Se vocês fizerem o movimento contrário ao da retração, ou seja, se ao invés de encolherem a porta de entrada, abrirem espaço, a passagem acontece quase que naturalmente. Nada de gel ! A lubrificação vem da frente para trás. Os homens fazem trabalhos incríveis quando estão obcecados pela bunda”.

E, uma vez dentro, o ideal é que vocês coordenem a velocidade dos movimentos e escolham a posição mais gostosa. Acho que o segredo do sexo anal está no comando dos movimentos. E, ele pertence a dona da bunda. Sexo anal é uma loucura, arrepia até os dedos das unhas. É coisa de bicho. É intenso. Um feromônio de outra ordem, eu diria.

Na mesa ao lado, três homens ouviam atentamente [sem que eu tivesse me dado conta] a conversa. Eu, resolvi fazer uma demonstração com as mãos. Com uma delas fechada, eu simbolizava o orifício mais comentado e valorizado da face da terra. E, usando o dedo indicador da outra mão, eu tentava explicar que, quanto mais fechada e tensa estivesse a mão fechada, mais complicado seria passar até mesmo um alfinete por aquele buraco. Já impaciente, perguntei: _ Deu para entender?

Elas riram. Um dos caras da mesa ao lado, com um sorriso maroto estampado no rosto, disse: “Perfeitamente!”

Que merda! O rótulo da moderninha.

 

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