relacionamento aberto

Um relacionamento aberto é, para muitos, uma filosofia de vida, um sinônimo de evolução. O casal assume um relacionamento padrão – modelo punheta – mas não dispensa a possibilidade de praticar sexo com outras pessoas.

Não é putaria. É uma alternativa que – teoricamente – rompe com o tédio imposto pela monogamia.
De acordo com alguns gurus _aqui começa a palhaçada _ antes de abrir um relacionamento, é preciso que o casal esteja preparado espiritualmente. Ou seja, para sustentar a fantasia, o casal precisa libertar-se da matéria. Papo amor livre. 

Chimpanzé, acalme-se. Na prática, a teoria é outra.

“Somente os mais evoluídos são capazes de romper valores ultrapassados e viver sem conflitos um relacionamento aberto”, dizem os mestres que oferecem workshops para ‘estar trabalhando’ melhor a questão dos latinos.

Durante muitos anos sustentamos toda essa farsa. Ainda estamos muito apegados ao modelo de relacionamento tradicional.

Difícil encontrar alguém que realmente acredite e sinta que ninguém é de ninguém e que todo mundo pode ser de todo mundo [talvez, na Dinamarca]. Não aprendemos a dividir o que acreditamos que é só nosso. Somos patéticos.

A quantidade de casais sexualmente insatisfeitos prova que a monogamia pregada pela religião não passa de uma forma de contenção e repressão de desejos primários do bicho amordaçado que existe dentro de cada um de nós.

A verdade é que a maioria dos relacionamentos já é aberto.
Todo mundo – em pensamento – sonha em cobiçar ou realmente cobiça a mulher ou o marido do próximo.

Mentiras sinceras nos interessam.

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