hipocritamente correto

Quando se põe um filho no mundo, o mundo passa a girar em torno do filho.
E a prioridade é tamanha que a maioria dos pais mal acompanha o crescimento do filho, usando como justificativa estar zelando pelo futuro dos bebês da vaidade.
Apesar de acreditarem que são insubstituíveis, eles se substituem por babás e creches para poder trabalhar e garantir o futuro deles, dos filhos.
Impressiona-me a facilidade que as pessoas têm de fazer planos para 2028.
Me lembram gerentes de banco convencendo clientes a investir parte do patrimônio em aplicações de alto risco e parte em fundos conservadores.

Que mundo deixaremos para os nossos filhos? Um mundo de merda.
Porque cada um só pensa em garantir o futuro dos seus.
Ninguém sente vergonha de procriar. Em um país como o nosso, os mais conscientes deveriam fazer uma campanha contra a gestação.

Uma boa campanha de marketing que mexesse com o embrião da cultura, coisa que faria com que casais se sentissem ignorantes ou menos evoluídos ao gerar bebês ao invés de adotar os que já estão por aí, abandonados. Algo parecido com o que está rolando com os cães. As pessoas já começaram olhar torto para quem compra cães em canis ou pet shops. O hipocritamente correto é adotar os bichos abandonados.

O que é que a religião fez com a cabeça dessa gente? De onde eles tiraram a ideia de que a vida é um milagre mesmo diante de circunstâncias catastróficas? Vejo gente pobre – sem um centavo no bolso – comemorando a gravidez da vizinha de 17 anos como se fosse uma bênção! A inconsequência é uma benção? A ignorância é uma benção? É isso? E ainda é aplaudida pelos religiosos, fervorosos.
Se foi ele – Deus – que quis assim, estamos bem perto do fim.

 

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