juízo

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“Embora eu tenha ficado um pouco assustada quando aconteceu pela primeira vez, o susto não foi forte o suficiente para que eu deixasse de lado o prazer que eu sentia. A respiração ofegante era sempre a última parte da luta de resistência que nem existia.

Quando ele chegava perto-pertinho, meus batimentos cardíacos e minha respiração ofegante me denunciavam. Eu me encantei pelo ritual de esfregar minhas mãos intensamente por cima daquela calça, sem fazer barulho, no escuro, para depois abrir devagar o zíper daquela calça e ainda mais devagar começar a lamber, molhar e sentir a temperatura aumentar [suspiros], melhor parar de falar.”

Ela me olha meio ofegante ou obstante e me pede para que seu relato não fique parecendo depoimento de menina que sofreu “sexual harassment” na adolescência, nem qualquer coisa que lembre 50 tons de cinza. 

Eu disse: Não se preocupe. Você vai ler antes de ser publicado. Ela foi em frente.

O resto, minha boca fazia sozinha… Eu salivava, eu babava e ele gostava de gozar na minha boca. Depois, começava a passar uma das mãos por baixo da minha blusa, deixando que a palma da mão, tocasse, de leve, o bico dos meios peitos. A outra mão ele usava passear com o dedos por fora da minha calcinha. Aquilo me matava. Deus, o controle daquele homem me fascinava. Ele ficava alguns minutos ali, me torturando. Eram beijos na boca, na nuca, nas costas, na barriga. E ele só partia pro ataque quando eu implorava. Eu confesso que adorava sentir ele gozando nas minhas costas.

Eu nunca tinha tido sequer um namorado de verdade. Embora eu soubesse que aquilo era considerado errado, eu me sentia plena, nem pensava em abrir mão daquelas tardes nada serenas. Sim, existia uma tensão sexual entre uma sobrinha de 16 e um tio de 36 anos.

Sim, meu tio poderia ser considerado um criminoso aos olhos da justiça. Sim, com ele tive meu primeiro orgasmo.  Fiz sexo decente. Sem pudor ou censura.

Quem cria essas regras proibitivas são os que desejam loucamente o proibido mas não têm coragem nem de se aproximar. Masturbar-se vale. Tocar, nem pensar. Isso me lembrou o discurso e a interpretação de Al Pacino na última cena do filme ‘O Advogado do Diabo’.

Levantou-se do sofá e foi pegar um copo d’água. Me olhou de longe e disse: Não tenho mais nada a dizer. O que te fez se interessar pela minha história? E eu respondo: Você!

 

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