requeijão

Eu hoje acordei e fui correndo comprar um pote de requeijão na padaria do posto que fica ao lado de um condomínio onde vivem os cheios da grana da Barra da Tijuca.
Se não me engano, condomínio de Dudu Paes.

Parei o carro numa vaga e confesso que parei mal.
Meu carro é FIAT UNO.
Difícil ele atrapalhar alguém.
Eu pretendia passar 3 minutos na loja e foi exatamente esse o tempo que eu levei para achar o requeijão e pagar uma fortuna por ele.
Quando eu estava deixando a fila, um sujeito modelo academia _ cinquentão _ entra na loja e grita:
_ Minha senhora, seu carro está impedindo que eu saia e eu estou com pressa. A senhora não tem educação?
Eu não disse nada.
Ele queria escândalo. E eu jamais daria esse presente para ele.
A loja inteira olhando para mim? #cagueibaldes
Saí e vi que meu carro não estava impedindo a passagem. Estava apenas dificultando.
O bonitão queria _ de qualquer forma _ armar um escândalo.
Não contente, ele veio me seguindo e gritando.
_ A senhora não tem educação!
Eu segui muda. E ele falava mais alto.
Meu silêncio deixou o sujeito louco.
Quando eu abri a porta do meu carro, ele, antes que eu entrasse e sentasse no banco do motorista, se aproximou e meu deu um tapa na cara. Um tapa leve. Desses que os homens dão na cara dos cachorros quando estão brincando. Não era para machucar. Era para humilhar, penso eu.
E disse:
_ A senhora precisa aprender a respeitar os outros.
Eu fui embora, muda.
Indignada, atordoada. Lógico que as pernas tremeram e as lágrimas escorreram. Foi um puta susto.

Da próxima vez, meu sobrinho fica sem requeijão.

Eu fiquei muda porque eu não quis _ em momento algum _ que aquele ódio que ele emanava, atingisse o meu coração.

Agora, com licença.
Vou velejar com meu sobrinho enquanto aquele infeliz passa o sábado em busca de confusão.

C’est fini

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