Let it Bleed

 

Ele é uma mulher interessante, quase fascinante. Sua sensualidade é crescente. Tem corpo e jeito de menina, parece exalar sexo, e de um jeito ou de outro acaba seduzindo e cativando homens e mulheres. Seu olhar é intenso e seus peitos são [sempre foram] naturalmente perfeitos. Sempre achei, do verbo ter certeza, que meu marido se sentia atraído por ela. O comportamento dele sempre mudava quando ela chegava. Por mais que ele tentasse demonstrar descontração, o que ele sentia mesmo era um puta tesão.

Mais de uma vez, na piscina, percebi os olhos dele percorrendo o corpo dela, hipnotizado, vidrado naqueles peitos que vieram ao mundo para tirar qualquer um do sério.

A sensação nunca me incomodou. Muito pelo contrário. Sempre me excitou. Numa tarde de sábado, com a casa cheia de amigos [no máximo dez pessoas], depois de tomar banho de sol e vinhos vagabundos de todas as espécies, percebi que os dois estavam conectados. Era como se a atração fosse muito maior que a razão e o sexo já estivesse rolando antes mesmo de eles se tocarem. Num dos quartos, meu marido guarda seus livros, filmes e CDs. E foi para lá que eles foram, com a desculpa de que faltava boa música para o nosso fim de tarde. De um canto do quintal, escondida atrás do varal, me posicionei para assisti-los e, por mais estranho que possa parecer, tudo que eu queria era sentir, mesmo que distante, o tesão ofegante que já havia tomado conta dos dois. Não demorou muito, ele já estava com as mãos naqueles seios perfeitos, primeiro por cima e, depois, por baixo do biquíni. Eles se beijavam como dois adolescentes. Estavam em transe. Diziam milhares de baixarias. E eu ouvia.

Não pareciam preocupados com nada, não olhavam pros lados. Quando percebi que estavam para lá de excitados, ou seja, quando vi meu marido colocando as mãos por dentro da calcinha do biquíni e se ajoelhando para cair de boca naquela boceta molhada, perdi a noção. No meu canto, comecei a me tocar, devagar [se fizesse isso bruscamente, gozaria em segundos e, minha intenção era prolongar a sensação, seguir o ritmo deles]. Imaginá-la molhada me deixava ainda mais excitada. Quando eles começaram a se esfregar, fiquei louca. E, no momento em que ele meteu e eu pude ver, no rosto dos dois, o prazer desesperador que antecede o orgasmo, mordi meu ombro, para não gemer alto. Tive um orgasmo intenso, com direito a espasmos musculares. O mesmo aconteceu com eles, antes mesmo que os meus batimentos cardíacos voltassem ao ritmo normal e eu retornasse à sala, com semblante de anfitriã comportada, devidamente saciada.

_ E a música? perguntei.

_ Let it Bleed, The Rolling Stones

pornochanchada: filmes popularescos de baixíssima ou péssima qualidade, formal e cultural, caracterizados por cenas de nudez, de sexo explícito e diálogos que mesclam pornofonia e humor. Puro deboche.

 

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