maria da penha

Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir talvez tenham sido o casal mais influente do século 20. Ele, um dos maiores representantes do pensamento existencialista na França. Ela dispensa comentários. Os dois nunca se casaram, mas juraram devoção mútua um ao outro com total liberdade, numa tentativa de derrubar a hipocrisia sufocante da monogamia. E, também numa tentativa de romper com a burguesia, não tiveram filhos. Bom, essa ruptura de valores não passou nem perto da terra de Pedro Alvares Cabral.

A mulher brasileira foi criada para casar e fazer bebês. É cultural. Falo de forma abrangente. Do país como um todo e não das que conseguiram escapar desse corredor polonês. Até hoje, os filmes nacionais que estouram as bilheterias são filmes de mulheres desesperadas, que caçam um marido, vide “Os Homens são de Marte e é Pra Lá que eu Vou”, de Monica Martelli.

A protagonista passa o filme inteiro dizendo que não quer ser uma solteirona! Porém, ela tem seu próprio negócio _ que é um sucesso _ e é uma mulher independente e belíssima. É patético. Segue a linha Sex and The City. Independentes e carentes.

E, já que a maioria da população está acima do peso, os politicamente corretos, já pensando nesse público, fizeram uma versão de quatro amigas gordinhas que segue o mesmo roteiro. São gordas felizes, com uma autoestima muito bem trabalhada. Todas bem mais felizes que Monica Martelli. E nenhuma delas leva foras. Elas dão foras. Aquele exagero bem “bacana”.

Assim como Sex an The City, esses dois filmes são filmes de terror, porém, classificados como comédia.

O fato é que a mulher ainda coloca o homem num pedestal e não consegue admitir isso. Elas podem casar, dar cria e achar que feminismo é dividir as contas com os maridos, saber trocar o pneu do carro e tomar espumantes com as amigas, uma vez por semana.

Pode ser considerado um feminismo mirim. É aceitável. O que não é aceitável é essa mulherada confundir feminismo com lei Maria da Penha e querer cobrar isso da Camille de Paglia, que se assistisse uma das “obras” citadas acima, deixaria a sala de cinema no meio do filme.

A violência doméstica é outra coisa. São 50 tons de cacete pra todo lado.
O feminismo trata de outro tipo de igualdade. Tudo fez parte de uma história que vem sendo reconstruída. A igualdade de direitos está tornando a mulher mais livre. Com isso, teoricamente, ela tem como se libertar do casamento e não apanhar mais.
Os homens também apanham. As transtornadas, quando não medicadas, quebram objetos, fazem atiramento de pratos e etc. Eles não se importam. Ou não. De repente, é aqui que o pau come.

PS: mulher que não quer ouvir um fiu-fiu não é mais mulher.
E, ela não quer ouvir fui-fiu quando passa numa obra. Toda essa revolta é seletiva. O fiu-fiu vindo de alguém que ela considera interessante deixa ela toda saltitante.

5 comentários sobre “maria da penha”

  1. Para as demais amigas que questionam o seu lugar no mundo e se colocam sempre como vítimas, vai a explicação do “dicionario aurelio”: Vítima: s.f. Animal ou indivíduo morto em sacrifício aos deuses.

    Falta muito equilíbrio nessa guerra insana entre os sexos.

  2. Excelente texto, Sílvia.
    A hipocrisia e muito “mimimi “, estão por todas as partes.
    Ninguém tem que : casar, ter filhos, viver com a mesma pessoa até o “fim” dá vida. (mesmo sendo totalmente infeliz ).
    Independente de ser homem ou mulher, todos buscamos essa tal “felicidade ” e ela está dentro de nós e não no outro.
    É ótimo ser desejado por alguém, sendo ou não comprometido.
    Faz bem pra alma e para o corpo.

  3. Fiu-fiu pra sua publicação…rsrsrs Infelizmente terá muita gente que não entenderá o seu texto. (…) Mais munição e pano pra manga. Oremos! 😉

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