criança problema

O drama do smartphone
O uso excessivo de celulares pode causar problemas de saúde e complicações na vida social. Pedagogos, psicólogos, oftalmologistas vivem divulgando o mal que o smartphone pode causar.
Centenas de pais e mães_ desesperados_ trocam informações pelo WhatsApp.
O smartphone e o pó do miojo. [ a porra do sódio ]
Poucos são os pais que sabem lidar com essa geração que fica hipnotizada quando está de cara pro celular do papai ou da mamãe.
A grande maioria alega que não sabe o que fazer. Alguns estabelecem horários. Outros, dizem uma coisa e fazem outra, o que faz com que as crianças percebam a dificuldade dos pais em estabelecer limites.
Um dia pode. No outro, não.
Quando mamãe está almoçando com uma amiga, o smartphone vira uma babá. Porque mamãe precisa conversar e relaxar e _ em função da ausência de tempo e paciência _ ela se faz presente _ está ao lado da cria _ porém ausente.
A criança fica hipnotizada por um tempo, a mãe descansa, almoça em paz e _depois_ ela tira o retângulo da criança, porque precisa responder 257 mensagens de WhatsApp.
O que a criança mais ouve é: peraí, filho. Porque agora é a vez da mamãe ou do papai.
De um lado, os pais que se descabelam quando veem seus filhos hipnotizados, já que eles têm consciência de que aquilo não é um hábito saudável. Do outro, os que entregam os pontos e apresentam Ipads mini ou pro para crianças de três anos de idade.
Em restaurantes, é comum ver crianças hipnotizadas por Ipads ou smartphones. E aquilo produz um som desagradável. Não é som. É barulho.
E os pais relaxados, enchendo a cara de vinho.
E a criança vai ficando cinza. Abre mão de qualquer coisa para ficar ali, em estado de graça, assistindo Pepa Pig ou jogando alguma coisa que gere bastante ansiedade.
O papo dos pais é repetitivo. ‘É a geração deles. Na nossa época, era assim e assado.’ Detesto esse ‘na nossa época’.
Papinho chato que vai do nada para lugar nenhum.
O problema não é a geração deles. É a nossa.
A maioria dos pais trabalha e, quando estão com os comandantes, por culpa [ acho eu ], acabam deixando que eles tomem todas as decisões. Acontece que eles são crianças e, até onde eu sei, precisam de limites. Não faço ideia do que está certo ou errado. Só observo.
Esse tipo de desastre me desperta muita curiosidade.
Acredito que dizer não seja super saudável.
Smartphone é coisa de adulto. Ponto final.
Basta imaginar que o smartphone é um copo de cachaça.
Jamais, um pai ou uma mãe [ aqui entra o pavor do pó do miojo ] deixaria uma criança de sete anos tomar uma caipirinha.
As crianças percebem tudo e dominam os pais. Decidem muitas coisas, incluindo o modelo do carro que mamãe vai comprar.
E o mais bizarro é que os pais têm consciência disso, mas são pais.
É natural que se enganem.
E mesmo quando fazem merda, estão tentando acertar.
E os reféns ficam a mercê dos responsáveis, que querem ser pais participativos e não contratam babás no final de semana. Bom, não é bem assim. Tem gente que viaja para Disney e leva a babá. Eu bato palmas.
E, se eu fosse mãe, acho que colocaria meus filhos nas mãos de bons psicanalistas, desde cedo. Porque autoconhecimento não tem preço e não se aprende na escola.
Digo isso porque confio muito no divã e tenho amigas que pensam como eu. Os filhos são mais centrados e sabem se comunicar, coisa que a nossa geração vem desaprendendo.
Mas, a maioria prefere o judô, o balé, a capoeira, enfim, tudo que faça a criança gastar energia.
Difícil fazer um pai entender que o autoconhecimento é uma benção.
No Brasil, infelizmente, criança que frequenta um consultório é criança problema.
É difícil fazer os pais entenderem que a psicanálise pode ser muito divertida e despertar a criança para diversas realidades. O psicanalista infantil sabe conduzir a conversa e responder perguntas que os pais não respondem.
PS: Eu faço miojo com o pó letal para os meus sobrinhos.

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