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	<title>Silvia Pilz</title>
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	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
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		<title>great expectations</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 21:09:45 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.silviapilz.com.br/wp-content/uploads/2012/04/saindodefina.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3708" src="http://www.silviapilz.com.br/wp-content/uploads/2012/04/saindodefina.jpg" alt="saindodefina" width="565" height="601" /></a></p>
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		<title>petróleo</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 20:41:08 +0000</pubDate>
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		<title>sem pressa</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 10:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao todo, foram quase nove horas de trabalho. Trabalho árduo, sem trégua. A empreitada que trouxe ao mundo Danilo, hoje com um ano e dois meses, foi longa. A mãe, a enfermeira obstetra Laetitia Plaisant, resolveu que seu primeiro filho nasceria em casa – sem médico, sem bisturi, sem luzes brancas, sem cheiro de éter. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao todo, foram quase nove horas de trabalho. Trabalho árduo, sem trégua. A empreitada que trouxe ao mundo Danilo, hoje com um ano e dois meses, foi longa. A mãe, a enfermeira obstetra Laetitia Plaisant, resolveu que seu primeiro filho nasceria em casa – sem médico, sem bisturi, sem luzes brancas, sem cheiro de éter. E assim foi, com a ajuda do marido, da parteira Heloisa Lessa, que tem 15 anos de experiência no assunto, e algumas bacias de água.  Durante as horas intermináveis em que Danilo teimava em continuar no conforto do útero, Laetitia administrava sua dor. Não conseguia se deitar.  As únicas posições em que encontrava algum alívio eram de cócoras ou sentada. Cada vez que tentava se recostar na cama, punha-se correndo de joelhos,  instintivamente. Depois que o bebê, enfim, deu o ar de sua graça, o mistério foi solucionado: o cordão umbilical de Laetitia era muito mais curto do que o normal. “Acocorada ou sentada, portanto encolhida sobre mim mesma, eu, por instinto, diminuía a distância entre o ponto em que o cordão se ligava à placenta e o umbiguinho do Dani. A natureza é sábia”, lembra.</p>
<p>A cena acima parece coisa do tempo da vovó. E, de fato, é: coisa do tempo das nossas avós, bisavós, tataravós&#8230; Só que deveria ser, também, coisa do nosso tempo, segundo os defensores do parto natural, aquele em que simplesmente nós seguimos as regras e o relógio da natureza. Sem pressa, sem controle. “O parto deveria ser um evento médico somente nas situações de risco. Para que cada vez menos se recorra à intervenção cirúrgica, a mulher deve tomar posse de seu parto, saber que seu corpo é perfeito para gerar e dar à luz uma criança”, diz Ana Cristina Duarte, que há quatro anos trabalha como “doula”, uma espécie de enfermeira especializada em acompanhar a mãe nos últimos meses da gestação e no momento do parto. Olhando para as estatísticas, parece mesmo que a mulher brasileira esqueceu como é que se fazia antigamente. Nos hospitais privados país afora, a taxa de cesarianas chega a 80%, sendo que a porcentagem recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 15%. A desproporção entre cesariana e parto normal causa ainda mais arrepios se os números forem comparados a outros países, como o Japão, onde apenas 5% dos partos são cirúrgicos, a Inglaterra, onde as cesarianas ficam em apenas 8%, e os Estados Unidos, onde a taxa é de 25%.</p>
<p><span id="more-1798"></span></p>
<p>Por que parir virou sinônimo de bisturi? A explicação é simples: os médicos apostam na cesariana para controlar o tempo – e a conta bancária. Mesmo sendo considerada mais arriscada, a cesárea é a preferida de boa parte dos obstetras por ser bem mais rápida do que o parto normal ou natural – e com o mesmo custo. &#8220;O trabalho do parto vaginal pode demorar oito, nove, dez horas. Já a cesárea leva uma hora. E o médico recebe o mesmo valor pelos dois”, afirmou Thomas Gollop, professor da USP e médico no hospital Albert Einstein em reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo. Se por um lado o médico tem pressa, nós não somos vítimas da correria alheia. Somos parceiras de corrida, já que também embarcamos na onda do controle do tempo. Fomos criadas para acreditar que o médico é sinônimo de segurança e conforto. E parto natural é coisa de quem diz não aos avanços e comodidades da medicina moderna, de quem se permite sentir dor em pleno século 21. E mais: marcando a data do nascimento podemos nos dar ao luxo de escolher o signo da criança, marcar as férias do marido, fazer depilação e etc. “Existe um tempo de conceber. Existe um tempo de parir.  Por que atropelar esse tempo e procurar passá-lo de olhos bem fechados? Por que não usufruir a fantástica transformação que ele (e só ele) proporciona?  Medo da dor?  Bobagem. Se a dor fosse lá essas coisas a humanidade não teria chegado até aqui”, argumenta Laetitia.</p>
<p>Os defensores do parto normal resolveram botar a boca no trombone e levantar a bandeira do parto natural por um motivo muito legítimo: parir naturalmente é bem mais saudável do que encarar o bisturi, tanto para a mãe quanto para o bebê. O risco de morte da criança é de duas a 15 vezes maior em cesáreas do que em partos vaginais, além das complicações comuns em procedimentos cirúrgicos como acidentes durante a anestesia, infecções, embolias, hemorragias e tromboses. De acordo com professor e perinatologista americano, Marsden Wagner, presidente da Conferência Internacional sobre Humanização do Parto, realizada no fim do ano passado no Rio de Janeiro, o parto vaginal é um processo físico e hormonal, e serve para terminar o amadurecimento do bebê, principalmente seus sistemas respiratório, imunológico e nervoso. Ao passar pela bacia da mãe, o bebê tem seu tórax comprimido, o que ajuda a expelir a água por ventura depositada em seus pulmões, facilitando-lhe a respiração e diminuindo o risco de problemas respiratórios. “A mulher deve ter o controle de seu parto e não estar sob o controle de um médico, anestesiada e impotente. O protagonista não é o médico. É a mãe”, afirma Wagner, que durante 15 anos militou pela saúde materno-infantil nas fileiras da ONU. “A natureza é a melhor obstetra do mundo. Já participei de 114 partos naturais feitos em casa e em apenas um deles a gestante foi transportada para um hospital por não suportar a dor”, completa a “doula” Ana Cristina.   </p>
<p>Além de parir naturalmente, o ideal é parir seguindo a cartilha do que os médicos estão chamando de parto humanizado. O que é isso? Coisa que sua avó, com certeza, sabia muito bem. Alguns dos principais hospitais do país já oferecem hoje, à mãe, a opção do parto natural em ambientes que em nada lembram uma sala cirúrgica. Cheiros, música, iluminação aconchegante, tudo para que o nascimento seja memorável. Mas, para que a experiência seja a mais espetacular possível, é necessário que o obstetra esteja em sintonia com os sinais dos tempos: os que indicam que, para viver e morrer bem é necessário nascer bem. E, ao contrário do que parece ser a norma, sem pressa.</p>
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		<title>bebês terceirizados</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 02:45:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
 
“O problema é que as mulheres da minha geração foram educadas para estudar, trabalhar e buscar independência. Vivo um conflito. Além de tudo, não vejo sentido em ter um filho para deixá-lo em casa com a babá ou na melhor das escolas. Não sei se teria estrutura emocional para aceitar terceirizar a criação do meu filho&#8221;
 
A autora do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size: 9.5pt"><a href="http://www.silviapilz.com.br/wp-content/uploads/2010/04/brandedbaby.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2802" src="http://www.silviapilz.com.br/wp-content/uploads/2010/04/brandedbaby.jpg" alt="brandedbaby" width="449" height="318" /></a></span></div>
<div><span style="font-size: 9.5pt"> </span></div>
<div><span style="font-size: 9.5pt">“O problema é que as mulheres da minha geração foram educadas para estudar, trabalhar e buscar independência. Vivo um conflito. Além de tudo, não vejo sentido em ter um filho para deixá-lo em casa com a babá ou na melhor das escolas. Não sei se teria estrutura emocional para aceitar terceirizar a criação do meu filho&#8221;</span></div>
<div><span style="font-size: 9.5pt"> <span id="more-1335"></span></span></div>
<div><span style="font-size: 9.5pt">A autora do depoimento você vai conhecer mais tarde, ao longo do texto. O fato é que algo de diferente anda acontecendo com as famílias brasileiras. Basta abrir álbuns de fotografias de 50 anos atrás e compará-los às imagens de casais capturadas nos últimos 20, 10 anos para enxergar que nossos avôs estavam bem mais cercados de crianças do que nós. As estatísticas populacionais mais recentes no Brasil confirmam o que os álbuns sugerem: temos cada vez menos filhos.</span></div>
<div><span style="font-size: 9.5pt"> </span></div>
<div><span style="font-size: 9.5pt">Nada a ver com a taxa de fertilidade. De acordo com um estudo do economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas, o país está até produzindo mais mães. É cada vez maior o número de mulheres que chegam à maternidade, inclusive depois dos 40 anos. A diferença é que, na média, elas têm menos filhos do que antes e, cada vez mais, adiam a maternidade. “Esses números refletem o desenvolvimento social do país”, diz Neri. Poucas crianças em casa indicam que o casal, principalmente a mãe, tem alta escolaridade e razoável poder aquisitivo, até mesmo para poder terceirizar a educação do bebê logo após os quatro meses de licença maternidade. </span></div>
<p><span style="font-size: 9.5pt">“O comportamento reprodutivo do brasileiro de classe média alta é similar ao do povo que vive em Londres”, diz o cientista político Sergio Abranches. As atuais projeções sugerem as mulheres estão produzindo o número suficiente de bebês para substituir a população existente. </span></p>
<p><span style="font-size: 9.5pt">E, dentro dessa classe média que vai voluntariamente reduzindo a fertilidade, há um subgrupo que simplesmente decidiu não exercê-la. Nas estatísticas populacionais européias, a tendência vai ficando clara. No Censo Nacional de 2001 da Grã-Bretanha, uma entre cinco mulheres britânicas em idade de ter filhos não tinha nenhum.  No passado, mais de 90% das mulheres com essa idade já teriam tido filhos. No mundo ocidental, hoje, os demógrafos calculam que entre 16% e 25% dos casais não queiram mais mamadeiras pela casa.</span></p>
<p><span style="font-size: 9.5pt">No Brasil, embora nunca tenha sido feito um cálculo preciso do fenômeno, também há muitas mulheres que fizeram a opção de não colocar crianças no mundo. “Eu prefiro mil vezes viajar a ter que trocar fraldas, fazer uma pós-graduação a pagar maternal e colégio, trocar de automóvel todo ano a comprar triciclos, ir a um bom restaurante a gastar fortunas com comidas da Nestlé”, diz Sandra Marckovicky, 35 anos, solteira.</span></p>
<p><span style="font-size: 9.5pt">A escolha de Sandra e tantas outras tem, muitas vezes, um custo social. Que mulher já não teve vergonha de assumir em público que não sente vontade de gerar um bebê? A “platéia” sempre reage mal e não falta quem faça a pergunta um tanto imbecil: “Por quê? Você não gosta de crianças?” É constrangedor e irritante. Procriar virou uma imposição da sociedade. Optar por não ter filhos é quase um crime.</span></p>
<p><span style="font-size: 9.5pt">Mas a tendência é crescente – e parece irreversível. Tatiana Pignatari, 38, economista, casada há 8 anos com o arquiteto Diniz Pignatari, 52, não deseja ter filhos &#8211; pelo menos não agora, faz a ressalva. </span><span style="font-size: 9.5pt"> </span></p>
<p><span style="font-size: 9.5pt">Não é mesmo fácil defender essa posição. Basta tocar no assunto que mulheres como Tatiana são imediatamente tratadas como uma versão feminina e moderna de Herodes e, além de obrigadas a responder gostam, sim, de crianças, mas na casa das outras, ainda têm de ouvir: “Você não acha que um filho complementa a vida de um casal?”</span></p>
<p><span style="font-size: 9.5pt">Não, muitas mulheres e homens não acham. “Na verdade, acho que o desejo de formar uma família é fruto da educação que recebemos, das nossas referências. A família é a base, o colo eterno, a continuidade”, responde Tatiana, sem deixar de apontar para as contradições que enxerga em todo o processo. “O problema é que as mulheres da minha geração foram educadas para estudar, trabalhar e buscar independência. Vivo um conflito. Além de tudo, não vejo sentido em ter um filho para deixá-lo em casa com a babá ou na melhor das escolas. Não sei se teria estrutura emocional para aceitar terceirizar a criação do meu filho&#8221;, diz. </span></p>
<p><span style="font-size: 9.5pt">Parece que o culto à hereditariedade impõe uma cegueira. Mal nos importamos com a ameaça à sobrevivência de milhões de exemplares da nossa raça nem com a superpopulação que afeta a qualidade de vida na Terra. Queremos nossos filhos. A contradição chegou ao ponto de casais incapazes de gerar uma criança recorrerem a milagres científicos para ter filhos. Desconsideram a possibilidade de uma adoção – que poderia ajudar a salvar um semelhante – e a situação de “lotação esgotada” na qual vivemos. Trigêmeos e quadrigêmeos fabricados através de um processo induzido, à base de medicações e muita perseverança, estão aí para contar essa história.</span></p>
<p><span style="font-size: 9.5pt">No Brasil, o questionamento a este culto cego à hereditariedade começou nos anos 60 do século passado, quando chegou por aqui o livro “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir. Segundo a pensadora francesa, a mulher tinha de se libertar economicamente e os filhos eram obstáculos, entraves, uma responsabilidade que impediria a mulher de assumir outras e mais urgentes funções que a de mãe. A escritora foi uma das precursoras do feminismo e fez o Brasil começar a repensar o papel da mulher na sociedade.</span></p>
<p><span style="font-size: 9.5pt">A antropóloga e professora da UFRJ, Mirian Goldenberg, em reportagem publicada na revista “TPM”, afirma que os frutos do movimento feminista só foram possíveis porque, depois da pílula, inventada no fim dos anos 50, podia-se controlar a maternidade. Segundo Mirian, foi a partir daí que nós, mulheres, evoluímos para o que se vive hoje, uma certa busca pelo meio do caminho. Traduzindo: estamos correndo atrás da nossa essência &#8211; aquela que Joseph Campbell, escritor e mitólogo, assim anunciou: “a mulher afastou-se da terra, desconectou-se da própria natureza e passou a andar longe de sua essência. Para as sociedades primitivas, a mulher dá à luz assim como a terra faz brotar plantas”.</span></p>
<p><span style="font-size: 9.5pt">A coisa se complica quando elas tomam a decisão de reverter o processo de que fala Goldenberg e se reconectar com a natureza, mas a natureza já não quer dessa conexão. Muitas vezes, a revisão de atitude acontece quando não é mais tão fácil engravidar naturalmente. A saída são os tratamentos de fertilização. E o resultado, bebês demais, quase sempre acima do desejado. Roger Abdelmassih, especialista em reprodução assistida, é dono de uma das clínicas mais requisitadas no país, localizada nos Jardins, em São Paulo. Em dez anos, dos oito mil bebês de proveta nascidos no Brasil, aproximadamente 2,6 mil foram gerados na sua clínica, entre eles os gêmeos de Pelé e o herdeiro de Gugu Liberato. “As mulheres que engravidam através de tratamentos de fertilização têm, em média, 30% de chance de ter bebês gêmeos”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-size: 9.5pt">Cristina Soares, 43, é casada com João Paulo Penido, 64. Ambos vivem em Salvador, com seus quadrigêmeos Ricardo, Luiza, Beatriz e Vicente. Quando se conheceram, João Paulo já era pai de três filhos e havia feito vasectomia. Como Cristina, que sempre teve o desejo de gerar um bebê, não estava disposta a desistir de seu sonho, o casal procurou a clínica do Roger Abdelmassih. “Nossa surpresa, obviamente, foi enorme no primeiro ultra-som. Quando o médico viu três <em>pontinhos</em> (quinze dias depois, apareceu mais um), o susto foi grande, mas não o suficiente para nos roubar a felicidade de realizar um sonho”, conta a mãe em dose quádrupla.</span></p>
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		<title>me livrei</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2012 00:52:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvia</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.silviapilz.com.br/wp-content/uploads/2012/03/caderno.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3683" src="http://www.silviapilz.com.br/wp-content/uploads/2012/03/caderno.jpg" alt="caderno" width="482" height="632" /></a></p>
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		<title>tapa na cara</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 13:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvia</dc:creator>
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Cheguei ao apartamento de Patrícia Araújo, em Copacabana, por volta das seis da tarde, numa terça-feira. O susto foi grande, quase perdi o fôlego. De cara lavada, calça de moletom e camiseta, Patrícia era ainda mais bonita e sensual do que nas fotos que eu havia visto na Internet. Diante daquele monumento, tentando me concentrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.silviapilz.com.br/wp-content/uploads/2011/12/bocabelo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3377" src="http://www.silviapilz.com.br/wp-content/uploads/2011/12/bocabelo.jpg" alt="bocabelo" width="517" height="480" /></a></p>
<p>Cheguei ao apartamento de Patrícia Araújo, em Copacabana, por volta das seis da tarde, numa terça-feira. O susto foi grande, quase perdi o fôlego. De cara lavada, calça de moletom e camiseta, Patrícia era ainda mais bonita e sensual do que nas fotos que eu havia visto na Internet. Diante daquele monumento, tentando me concentrar e não perder o foco, pedi um copo d´água e acendi um cigarro.</p>
<p>Educada e extremamente doce, ela se movia sem pressa, com a segurança e a determinação de quem sabe aonde quer chegar. Os movimentos eram todos delicados, sua sensualidade era quase paralisante. Tipo de mulher que vai ficando mais bonita ao longo da conversa.</p>
<p>Era charme misturado com Angel ou J’Adore, que são perfumes fortíssimos [daqueles que ficam presos em elevadores]. Pronto! Me desconcentrei. Comecei a imaginar a quantidade de banhos que um cara teria que tomar pra não chegar em casa, pós-Patrícia, exalando adultério. Enquanto engolia o cigarro, meus olhos percorriam cada canto daquele apartamento e cada gesto daquela pessoa que, na certa, também estava avaliando todos os meus movimentos. Por trás daquela delicadeza, havia um homem forte, determinado, direto e divertido. Sarcasmo discreto e na dose certa. E também havia uma mulher do tipo que não perde a pose.</p>
<p>Eu, que nunca havia sequer conversado com profissionais do sexo em mesas de bar ou dado carona às que ficam na estrada, estava ali, diante de um dos brinquedos mais radicais do parquinho. Estar ao lado de uma mulher e imaginar um pinto avantajado no meio daquilo era excitante e desconcertante. Minha cabeça girava para cruzar os dados. Porque desde que o mundo é mundo, a gente aprendeu a separar [pra depois juntar] meninas e meninos.</p>
<p>A curiosidade feminina era maior e mais forte que toda e qualquer tentação — a de sair correndo dali ou a de pedir pra ela tirar as calças e me mostrar onde escondia o instrumento. De um jeito ou de outro, ali estava eu querendo entender aquela fantasia manipulável, que se torna mulher sem abrir mão de ser homem, querendo sondar o terreno e descobrir o que leva um homem a procurar um travesti.</p>
<p>Não demorou muito para eu entender que quem chega ali, além de curioso, sente prazer com sexo anal. Talvez os traços femininos deixem os que a procuram mais excitados ou menos constrangidos. Conversamos sobre prostituição, sobre preconceitos, sobre comida e até sobre astrologia. No fim da converesa Patrícia estava me dando conselhos e até dicas de maquiagem. Quando a percebi como menina [sem me dar conta de que a única menina ali era eu], resolvi questionar sua fonte de renda, seu diferencial. Resolvi perguntar se ela sonhava em livrar-se do pênis e tornar-se uma “mulher”.</p>
<p>Sem dó nem piedade, com ar de deboche, ela me deu um merecidíssimo tapa na cara: ”Para as mulheres talvez seja mais fácil aceitar a vida sem orgasmo. Mas, para um homem, isso é inconcebível! Querida, abro mão de tudo, menos do meu pau”.</p>
<p>Depois do tapa, saí de lá perturbada e consciente de que gosto daquilo que me desperta [exceto despertador]. Acho um saco, um horror, essa coisa de ter que escolher um homem, uma mulher ou um labrador. Opção sexual: sem dor, por favor.</p>
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		<title>descaralhados</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 12:15:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Se praticar sexo é ser livre, namorar no sofá virou uma prisão. Pesquisas que eu não leio afirmam que as mulheres, mesmo as mais independentes [inclusive financeiramente] procuram cavalheiros que as protejam delas mesmas e paguem ao menos parte das suas contas. Normalmente, elas chegam na versão poderosa [o que mais assusta do que atrai, imagino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify">Se praticar sexo é ser livre, namorar no sofá virou uma prisão. Pesquisas que eu não leio afirmam que as mulheres, mesmo as mais independentes [inclusive financeiramente] procuram cavalheiros que as protejam delas mesmas e paguem ao menos parte das suas contas. Normalmente, elas chegam na versão poderosa [o que mais assusta do que atrai, imagino eu], não demonstram fragilidade alguma e se for preciso, até colocam seus paus imaginários na mesa.</div>
<div style="text-align: justify">No minuto seguinte, descem do salto e querem ser tratadas como princesas, indefesas. É um comportamento complexo, performático e cheio de mensagens subliminares. É uma espécie de desvio que só a mulher é capaz de decifrar. Mas, que deixa a maioria dos homens confusos e amedrontados. No fundo ou no raso, independentes ou não, as mulheres buscam o conforto desesperador do amor.  E, os homens também.</div>
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		<title>ego</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 02:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvia</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Além de achar que casais podem ser felizes sem filhos, acredito que a procriação do homem está absolutamente descontrolada e inteiramente voltada para a satisfação pessoal. Ao contrário dos outros animais, o homem há muito se reproduz mais para se auto-perpetuar do que para perpetuar sua espécie. A produção de bebês faz parte de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Além de achar que casais podem ser felizes sem filhos, acredito que a procriação do homem está absolutamente descontrolada e inteiramente voltada para a satisfação pessoal. Ao contrário dos outros animais, o homem há muito se reproduz mais para se auto-perpetuar do que para perpetuar sua espécie. A produção de bebês faz parte de um processo natural da existência humana [fato]. No entanto, o culto à hereditariedade nos impõe uma certa cegueira. Mal nos importamos com a fome dos milhares de exemplares da nossa raça. Nem com a superpopulação que afeta a qualidade de vida na Terra. A procriação dos homens se tornou uma vaidade, uma obsessão. Apenas queremos nossos filhos. Assim como queremos nossos carros [que não emprestamos pra ninguém], nossos travesseiros, nossas contas, nossos planos, nossas mobílias, nossos cachorros, nossas empregadas e nossos porta-retratos. É tempo de preencher o vazio com a sua vida alheia.</p>
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		<title>puta por um dia</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 02:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvia</dc:creator>
				<category><![CDATA[playboy]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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Todo envolvimento sexual é um contrato que envolve dar e receber. Na teoria, manda quem paga. Na prática também. Eu quis explorar o outro lado dessa fantasia, o da mulher que recebe pra dar.
Respirei fundo por meses amadurecendo essa ideia, e mesmo quando tive coragem, não soube por onde começar. Liguei para um amigo que entende do assunto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://www.silviapilz.com.br/wp-content/uploads/2011/05/puta.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2983" src="http://www.silviapilz.com.br/wp-content/uploads/2011/05/puta.jpg" alt="puta" width="448" height="600" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Todo envolvimento sexual é um contrato que envolve dar e receber. Na teoria, manda quem paga. Na prática também. Eu quis explorar o outro lado dessa fantasia, o da mulher que recebe pra dar.</p>
<p style="text-align: justify">Respirei fundo por meses amadurecendo essa ideia, e mesmo quando tive coragem, não soube por onde começar. Liguei para um amigo que entende do assunto. Ele cansou de buscar o caminho do altar e resolveu terceirizar sua vida sexual. Desde então, virou consultor no mercado. Conhece as profissionais e acabou virando fonte de referência para os amigos mais íntimos. Contei meus planos e pedi que me indicasse para o próximo que o procurasse em busca de uma &#8216;mulher da vida&#8217;. Ele relutou até perceber que eu estava decidida, quase possuída pela ideia de ser puta por um dia. Eu me impus um desafio, e não me perdoaria se perdesse para mim mesma. &#8220;Já aturei tanta coisa de graça. Deixa eu ter o prazer de curtir essa farsa&#8221;, disse.</p>
<p style="text-align: justify">Passou o tempo, mas não a vontade. Estava quase desistindo quando ele ligou para dizer que um conhecido havia se interessado. Ele não se permitiu descrever o cara, mas me disse que não era dos mais acostumados a consumir esse tipo de prazer. Achou prudente que ambos fôssemos &#8216;principiantes&#8217;. Ele deu meu telefone pro cara e disse que meu nome era Camila.</p>
<p style="text-align: justify">O cara ligou. Tinha uma voz empostada, um papo descontraído. Falamos apenas o suficiente e fechamos a noite em quatrocentos reais. Peguei o táxi até o hotel. Mais que medo do desconhecido, o que eu sentia era um puta tesão naquilo tudo. Produzida, sem exagerar no vulgar, me olhei no espelho retrovisor e pensei: esta noite eu me comeria &#8216;de graça&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify">Dentro do elevador do hotel pensei: Vou voltar e tomar uma dose de qualquer coisa antes de entrar. Não voltei. Subi e, quando o cara abriu a porta do quarto, fiz quase tudo errado. Primeiro, cumprimentei o cara como se estivesse entrando num consultório médico para deixar amostras. Depois, perguntei se ele se importaria em me servir um drinque, e acendi um cigarro. Ou seja, minha puta virou macho e começou a tomar iniciativas. Sexo oral me acalma e me dá prazer. Portanto, foi por aí que eu comecei. Depois, não sei. Pirei. Senti tesão no personagem. Fiz sexo com vontade e de verdade. O desejo de me sentir &#8216;inesquecível ou imbatível&#8217; era mais forte que eu.</p>
<p style="text-align: justify">Não fiz cara de gatinha nem dei reboladinhas. Me recusei a trepar de salto alto. Ele não me pedia nem me impedia de nada. Só dava umas relinchadas quando gozava. A minha razão ficou no elevador. Aquilo era emoção, adrenalina, brincadeira de menina inconsequente.</p>
<p style="text-align: justify">Deixei o quarto certa de que o perigo, quando se brinca disso, é gostar. Parece cocaína. Não só gostei como cheguei à rua ainda vestida de puta e me sentindo com quase três metros de altura.</p>
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		<title>babies</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 22:49:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvia</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotos que falam por si]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.silviapilz.com.br/wp-content/uploads/2012/02/drugs1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3667" src="http://www.silviapilz.com.br/wp-content/uploads/2012/02/drugs1.jpg" alt="drugs1" width="441" height="650" /></a></p>
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