Oh Lord

A natureza não julga. Ela mata inocentes ou culpados sem fazer a menor distinção. Um terremoto mata um bebê, um traficante de drogas, um violinista, um médico, uma faxineira e um coach [ rs ].

Manda um simples recado que nenhum de nós é capaz de entender.
Os parâmetros de certo e errado que nós estabelecemos são falhos, porque foram criados por nós.
Não existe o inocente e o culpado. Não existe um Deus, sentado numa poltrona, escolhendo quem serão as vítimas de um furacão ou quais serão os passageiros de um avião que vai desaparecer do mapa.

Quais os que merecem continuar vivos e quais os que já estão prontos para fazer a tal da passagem.

Quero morrer quando ouço uma boneca inflável dizer “Fulana não merecia ter um filho autista”.
1 – Ninguém merece nascer com nenhum tipo de ‘dificuldade’, até porque, com o tempo, nós mesmos transformamos nossa “passagem” em filmes românticos ou de terror.
O papo do carma entra para explicar o inexplicável e confortar os mais conformados. Aliás, muitíssimo bem bolado. Eu morro de medo do livre arbítrio.

Esse Deus punitivo que o homem criou para esconder de “sigo”  sua própria insignificância é absolutamente infantil.
Céu, inferno, umbral. Um verdadeiro circo.
Não existe razão ou controle. Não existe justiça. E o homem pira ao lidar com o que ele não controla. É uma dificuldade incrível em lidar com a própria impotência.

Absolutamente nada depende do que nós achamos que sabemos! E, cada vez que um acidente acontece, um imbecil olha para outro e diz:

_ Veja você! Que loucura. Ontem, fulano estava aqui, com a gente, tomando um chope. Estava animado, planejando  sua  viagem para Praga. Que fatalidade! Qualquer um de nós poderia estar naquele avião. É por isso que eu digo:

_ Temos que celebrar a vida todos os dias. Amanhã, pode ser que a gente não esteja mais aqui.
A esposa “cupcake” rebate: _ Amor, vira essa boca pra lá! E se tiver madeira por perto, a besta dá três batidinhas.

Julgar a vida de um ou outro por merecimentos. O amor que  nós conhecemos é o amor romântico. Portanto, não me venham com quilos de farináceos ou roupas e brinquedos usados.

Isso é fácil.
Esquecemos completamente da parte mais complicada.
Amar o próximo!

 

 

20 comentários em “Oh Lord”

  1. A necessidade de controle sob as coisas nos é endêmica. Inclusive serve de parâmetro, a meu ver, para classificar sociedades. Aqui não há terremotos… Mas cadê o Amarildo ?

  2. Sério, se vocês não pensam assim prevejo punição divina.
    Ps. Adoro o “poder” liberador dos três toques na madeira…

  3. Excelente texto, realidade para uns falta de Deus na vida para outros.
    O fato que mais impressiona é ver gerações e gerações escondidas atrás de suas crenças, que só servem para os outros e nunca para si mesmo.
    São os primeiros a apontar o dedo ao outro, longe da empatia, como se merecessem tal situação, fugindo da sua própria falta de amor ao próximo, justificando o injustificável!
    Lamentável.

  4. A primeira e mais importante Lei Divina é a Lei do Amor, para a qual todas as outras concorrem. A química, a física, a matemática e demais existem para fazer cumprir a grande Lei que precede e preside todas as outras que só foram criadas depois. E todas concorrem para a fraternidade universal. A razão de tudo e de todos.

  5. Seus textos gravado e eu refletindo sobre ele.
    Gostei da parte que você comenta sobre : ” daria uma série da Netflix…..”
    Muito bom!

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